Conclusões do Experis Tech Talent Outlook: 1º trimestre de 2026
- Setor das TI em Portugal regista uma Projeção para a Criação Líquida de Emprego1 de +36%, continuando a trajetória de recuperação começada no trimestre passado
Em linha com a trajetória de crescimento registada no último trimestre de 2025, as intenções de contratação dos empregadores do setor tecnológico em Portugal para o primeiro trimestre de 2026 crescem, com a Projeção para a Criação Líquida de Emprego a situar-se nos +36%. Estas são conclusões do mais recente Experis Tech Talent Outlook, que revelam, em Portugal, um aumento de 10 pontos percentuais face ao trimestre passado, e de 19 pontos percentuais na comparação anual, posicionando-o como o 9º país com as intenções mais otimistas, 1 ponto percentual acima da média global.

Assim, dos empregadores inquiridos em Portugal, 36% pretendem aumentar as suas equipas no próximo trimestre, face a 15% que antecipam ter de reduzir a sua força de trabalho e a 49% que esperam manter o número atual de colaboradores.
“Nos primeiros três meses de 2026, o setor tecnológico em Portugal revela intenções de contratação robustas, com uma evolução positiva face ao trimestre passado e ao período homólogo de 2025. Ainda assim, as perspetivas das empresas nacionais são também mais especializadas, num momento em que o contexto de transformação digital exige uma aposta em perfis com competências em áreas centrais, como Inteligência Artificial (IA), data ou cibersegurança. Neste sentido, cabe às empresas garantir que dispõem do talento capaz de acelerar a digitalização dos negócios e de se adaptar a um mercado em constante evolução”, explica Nuno Ferro, Brand Leader da Experis.
Expansão das empresas – de forma temporária ou permanente – é a principal razão para o crescimento do número de colaboradores no setor tecnológico em Portuga
Entre os motivos apontados pelos empregadores das TI em Portugal para o aumento das suas equipas, a expansão das organizações surge como principal razão, motivada, em primeiro lugar, por novos projetos ou iniciativas temporárias que necessitam de competências dedicadas (48%), depois, pelo crescimento da organização que leva à criação de postos de trabalho (44%) e, por fim, pela abertura de novas áreas (32%).
Seguem-se os avanços tecnológicos – que exigem competências e funções especializadas –, destacados por 28% dos empregadores nacionais de TI, um valor que cresce face aos 11% do trimestre anterior.
Impacto da automação e da otimização de processos para aumentar a eficiência surge no topo das causas para a redução de emprego
Nos casos em que se prevê uma redução de colaboradores para os primeiros três meses de 2026, os empregadores das TI a nível nacional mencionam o impacto da automação e da otimização de processos para aumentar a eficiência, ambos destacados por 33%, um valor superior à média nacional de todos os setores, que se fixa nos 24%. Esta é uma realidade que se assemelha ao cenário global do setor, onde a automação é também referida como o principal fator para a redução das equipas (34%).
A nível global, setor das TI é o que apresenta a Projeção mais elevada, de +35%
Para o primeiro trimestre de 2026, a nível global, o setor das TI mantém-se aquele com as perspetivas de contratação mais otimistas, com uma Projeção para a Criação Líquida de Emprego de +35%. Este valor traduz, ainda assim, uma diminuição de 1 ponto percentual face ao último trimestre de 2025 e de 2 pontos percentuais face ao período homólogo do ano anterior, refletindo um abrandamento há dois trimestres consecutivos.
No que diz respeito à redução de trabalhadores, os principais fatores apontados são os desafios económicos que impactam as necessidades de recrutamento (34%), bem como a automação que tem reduzido a necessidade de certas funções (29%).
O estudo da Experis entrevistou 3.796 empresas tecnológicas, em 41 países. O próximo estudo será divulgado em março de 2026 e divulgará as expectativas de contratação para o segundo trimestre de 2026.
(1) A Projeção para a Criação Líquida de Emprego resulta da diferença entre a percentagem de empregadores que planeia aumentar a sua força de trabalho e a percentagem de empregadores que planeia reduzi-la.